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A Italia Amica está promovendo o seu 1º curso de Italiano Jurídico ministrado pela advogada italiana Lívia Santoro.

O curso é destinado à estudantes e operadores do direito, que desejam adquirir conhecimentos específicos na língua italiana, para atuar com segurança e desenvoltura em questões jurídicas.

Durante as aulas, serão abordadas situações típicas do dia a dia do profissional do direito. Como aconselhar os clientes italianos, elaboração de contratos e até mesmo entrevistas de trabalho para assessoria jurídica de uma empresa italiana serão alguns dos temas abordados no curso, bem como noções nas principais áreas do sistema jurídico italiano (Direito constitucional, Procedimento penal, Procedimento civil, Contratos etc).

No final do curso será realizada a simulação de uma audiência de julgamento (Mock Trial), na qual os alunos deverão desempenhar os papéis dos diferentes profissionais envolvidos.

O curso será realizado entre os dias 12 e 27 de Julho de 2013 e terá a carga horária de 20h. Para maiores informações, entre em contato com a Italia Amica através do telefone (71) 3329-2822 ou do e-mail itam@italiaamica.com.br

Curso de Italiano Jurídico em Salvador

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Assisi, ItaliaGiovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francesco, costumava sonhar muito. Sonhos que foram fundamentais para a sua vida.

Nascido em Assis, no centro da Itália em 05 de julho de 1182, ele era muito popular entre os amigos, amava a vida mundana, as extravagâncias, as aventuras e sobretudo as estórias de cavalaria. Desejava ser um herói, tanto que em 1202 alistou-se como soldado na guerra entre as cidades de Assis e Perugia, mas foi capturado, mantido como prisioneiro e doente, retornou à sua cidade um ano depois.

San Francesco giovaneEm 1205, após a sua cura, tentou novamente se tornar um herói engajando-se no exército papal, incentivado por um sonho que tivera, onde alguém lhe levava a um palácio onde se encontrava uma linda donzela, muitas armas e apetrechos de guerra. Porém no caminho teve outro sonho onde uma voz lhe dizia de retornar à sua terra e de interpretar de outro modo o primeiro sonho.

Já em Assis, foi perdendo o interesse pelas farras com os amigos e começou a demonstrar preocupação pelos mais necessitados. Neste período teve sonhos terríveis com uma horrível mulher corcunda e interpretava esta imagem como a sua futura vida de pobreza.

casa san francescoMuitos episódios fizeram com que a sua vida mudasse completamente. Desde o encontro no campo com um leproso até o dia em que enfrentou a fúria de seu pai, um rico negociante de tecidos, após ter vendido por baixíssimo preço vários tecidos da loja para arrecadar dinheiro para a reforma da Igreja de São Damião.

Ao ser acusado pelo pai de estar dilapidando com a sua fortuna, Francesco despiu-se e colocou todas as suas belas roupas aos pés de seu pai, renunciando à sua herança e partindo completamente nu para iniciar definitivamente uma nova vida missionária totalmente dedicada aos pobres, pregando a palavra divina e reunindo em torno de si vários seguidores, dentre eles, jovens que como ele, renunciaram às suas posses.

san francesco e la naturaCom um grupo de seguidores formado, dirigiu-se à Roma para obter autorização do papa para a fundação da sua ordem que estabelecia como norma uma vida de pobreza absoluta aos seus seguidores, como a de Jesus e de seus apóstolos. Após uma recusa inicial, Francesco e seus amigos foram finalmente recebidos pelo papa que só decidiu recebê-los após ter tido um sonho, onde viu a Basílica de São João de Latrão, prestes a desabar, ser sustentada por um humilde religioso que ele acreditou que fosse Francesco. O Papa Inocêncio então, autorizou o grupo a apenas pregar e socorrer os necessitados. Estava assim fundada a ordem mendicante dos frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.

Voltando a Assis instalaram-se em uma cabana no campo, onde se dedicaram aos cuidados dos mais pobres dos pobres, dos leprosos e à pregação. Mas, devido ao crescente número de irmãos que se juntava ao grupo, o abade do mosteiro beneditino do Monte Subásio, lhes cedeu o uso da capela de Porciúncula e de uma terra adjacente.

Santa Clara- GiottoEm1212,chegou à ordem a primeira mulher, Clara d’Offreducci, a futura Santa Clara, fundadora do ramo feminino dos frades menores, as Clarissas. Nessa época, Francesco fez muitos milagres, curando enfermos, expulsando demônios e até pacificando um lobo que amedrontava a região.

Sua fama de santo já se espalhava e mantendo o seu gosto pelas estórias de cavalaria, em 1214 seguiu para o Marrocos para pregar entre os mouros. Foi ao Egito durante a Primeira Cruzada, passou pela Palestina, peregrinando pelos lugares santos até que, após receber a notícia de que a sua comunidade estava em crise, volta a Assis onde percebeu que seus ideais haviam sido abandonados e reinava o caos na ordem dos frades menores.

Francesco e o loboDepois dessa crise, devido à imposição da hierarquia eclesiástica romana e a pressão de parte dos seus companheiros, foram criadas, com a aprovação do Papa, novas regras mais brandas para a Ordem, autorizando inclusive o estudo avançado da teologia e o uso de quaisquer livros. Essas novas mudanças, apesar de refletirem pouco o espírito original franciscano, foram inevitáveis, diante da tensão de um grupo que a cada dia crescia mais.

Francesco no entanto, continuou a sua vida simples de tranquilidade interior, amando todas as criaturas, afirmando a bondade e as maravilhas da criação de Deus, fazendo milagres, percorrendo a região em peregrinação e acolhendo multidões que queriam vê-lo e tocá-lo. De outra forma, realizou o seu antigo sonho da juventude de se tornar um herói.

estigmatização San Francesco GiottoMuitas vezes se embrenhava nas matas para ficar sozinho e meditar. Numa dessas meditações, Francesco teve uma visão: viu um homem com seis asas e pregado a uma cruz. À medida que contemplava a visão e experimentava uma sensação de grande felicidade mas entremeada de tristeza, sentiu que no seu corpo se abriam feridas, tornando-o uma imitação do próprio Cristo crucificado. Foi assim, o primeiro cristão estigmatizado, motivo de muita alegria, mas também de grande embaraço, já que devia esconder as feridas.

Além das feridas que lhes provocava muito sofrimento físico, ficou quase cego, sofreu com dores de cabeça terríveis e sem encontrar alívio nos tratamentos médicos, passou longo tempo sob os cuidados de Clara, e provavelmente ali, compôs o seu poético Cantico di frate sole (Cântico ao irmão Sol).

Basilica di San Francesco a AssisiRodeado de seus companheiros e amigos, faleceu no dia 03 de outubro de 1226. Relatos antigos dizem que neste momento um bando de aves veio pousar no seu telhado e cantou. Menos de dois anos depois, em 06 de julho de 1228 foi canonizado pelo Papa Gregório IX e em 1230 foi inaugurada uma nova basílica com seu nome em Assis, onde estão guardadas as suas relíquias e o seu túmulo, e onde também se pode admirar os belos afrescos de Giotto feitos no fim do século XIII retratando a sua vida.

afresco de GiottoPor causa de seu amor pela natureza é conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente. É também o santo patrono da Itália e a sua festa litúrgica é no dia 04 de outubro.

Renovou o Catolicismo da época, tentando mostrar que a religião poderia ser alegria e não opressão, mas menos de um século depois de sua morte, a Ordem dos Franciscanos já era tão rica quanto as outras ordens e muitos de seus membros eram já doutores e ocupantes de importantes cargos na Igreja e universidades.

afreschi di Giotto e CimabuePara Dante Alighieri, Francesco foi “uma luz que brilhou sobre o mundo” e “ Pax et bonum” (Paz e bem), saudação que costumava usar, se tornou o lema da sua Ordem e da cidade de Assis.

 

 

 

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colhendo frutti di bosco

colhendo frutti di bosco

frutti di bosco

frutti di bosco

Vocês já repararam que as nossas lembranças mais queridas, aquelas que recordamos com saudades e que, acreditamos que nunca as esqueceremos, são recordações de coisas muito simples?

Momentos que passamos junto às pessoas que amamos, um pôr-do-sol em uma praia deserta e um prato que comemos em um restaurante rústico depois de um dia de sol e mar. O cheiro de feijão cozinhando que exala das casas nas cidades do interior e aquele leite que você tomou no curral às seis da manhã com seu pai e seus irmãos. O primeiro dia de férias. Acordar de manhã e sentir o perfume de café e pão torrado. O dia em que nossos filhos nasceram e o dia em que conhecemos o nosso grande amor. Os doces e as bolachinhas de sua avó.  A festa de seu aniversário. Um banho de chuva com seus primos. Um almoço de domingo com a sua família. Um domingo com futebol, com praia, com cinema, com pipoca.

passeio em um bosque alpino

passeio em um bosque alpino

Comer fruta no pé. Que delícia! E por falar em fruta no pé, outro dia, estudando o verbo “piacere” (gostar, agradar) e falando de coisas que gostávamos, um aluno lembrou de um sorvete de “mirtillo” que tomou na Itália. Lembrou também da emoção que sentiu no dia em que foi, pela primeira vez, em um bosque italiano procurar e colher “frutti di bosco”. Segundo ele, uma experiência inesquecível. Ele nem soube explicar a emoção que sentiu naquele momento. Pois é, colher frutas silvestres no bosque. Uma coisa tão simples, mas inesquecível.

bosco alpino

bosco alpino

Também já vivi um momento assim em um bosque nos Alpes italianos. Era julho. Subíamos em direção a Val Senales, no Alto Adige ou Sud Tirol, uma região belíssima com muito verde, ar puro, paz e silêncio. Paramos o carro para fazer fotos na beira de um pequeno rio que descia sobre pedras em meio a um bosque perfumado. Por acaso, encontramos um moranguinho e assim iniciamos uma espécie de caça ao tesouro à procura dos “frutti di bosco”.

Encontramos “fragoline” (moranguinhos), “lamponi” (framboesas), “mirtillo” (mirtilo) . Depois, para festejar o nosso tesouro, resolvemos entrar na água geladíssima do rio. Um mergulho apenas. Um de cada vez, após declarar o seu testamento, entrou na água e saiu quase congelado.

À noite, no aconchego do nosso hotel com paredes de madeira, vista para o lago e sob uma coberta quentinha em uma cama macia, dormi o melhor sono da minha vida. Muito simples. Mas, nunca esqueci.

crostata ai frutti di bosco

crostata ai frutti di bosco

Os “frutti di bosco” (fragola, lampone, mirtillo, mora) facilmente consumidos pela gente da montanha, são também utilizados em sobremesas como a salada de frutas, na “crostata”, ou simplesmente saboreados com suco de limão e mel ou com chantilly. Pode-se preparar geléias e licores e são também utilizados nos iogurtes, gelatinas, xaropes, como colorantes para cosméticos e na preparação de outros tipos de doces e naturalmente dos “gelati” (sorvetes).

gelato ai frutti di bosco

Colhidos nos Alpes e nos Apeninos nos meses de julho e agosto, além de conterem vitamina C, potássio e fibras, são ricos em polifenóis e sempre estão surgindo pesquisas
que confirmam as propriedades terapêuticas destas frutinhas como a prevenção de tumores e proteção da saúde cardiovascular. Podem melhorar a elasticidade dos vasos sanguíneos e reduzir os danos provocados pela glicemia alta. Possuem também propriedades antioxidantes que protegem contra os radicais livres.

torta di frutti di bosco

torta di frutti di bosco

Além de defender o coração e rejuvenescer, estas pequeninas frutas são deliciosas e,
se você for um dia à Itália, vá em um bosque de montanha para colher “frutti di bosco”. Será uma experiência simples e inesquecível. Mas, se isto não for possível, experimente então, um “gelato ai frutti di bosco”. Você também vai se recordar sempre.

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la pizza

la pizza

A origem da pizza é muito antiga. A mitologia conta que um dia, após retornar do trabalho, o deus Vulcano perguntou a sua mulher Vênus, o que tinha para o almoço. A deusa, que tinha  esquecido de cozinhar porque havia se encontrado com um dos seus amantes, pegou um pouco de massa que guardara para fazer uma “focaccia”, amassou-a, abriu-a formando um disco fino e assou-a sobre uma pedra quente. Banhou-a com leite e decorou-a com ervas aromáticas. Assim nasceu a pizza segundo a mitologia.

preparando a pizza

preparando a pizza

O costume de preparar os cereais, moendo-os e amassando-os, remonta às civilizações antigas. Na Antiga Roma se usava cozinhar “focaccia di farro”. Pensa-se assim, que a palavra farinha derive de “farro” e que a palavra pizza do participio passado do verbo “pinsère”, que significa amassar, moer. Virgilio narra em uma de suas obras, que alguns camponeses romanos moiam o trigo e obtiam a farinha com a qual faziam uma massa com ervas aromáticas e sal, amassando-a até fazê-la sutil e dando-lhe a forma arredondada, cozinhavam nas brasas do fogo.

Os babilônios, hebreus e gregos misturavam o trigo e a água para assar em fornos rústicos. Os fenícios, sete séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão. Podemos assim afirmar, que o pão, a focaccia e a pizza, estão ligados às raízes da nossa civilização. Porém foi no Egito, com a invenção do forno e a descoberta do fermento que a massa se torna mais leve. A partir daí, o pão passa a ser um dos alimentos mais importantes, consumidos e apreciados na história das civilizações.

pizzaiolo

Inicialmente, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza. Podendo também receber como cobertura o toucinho e pequenos peixes. Depois foi acrescentado o tomate, trazido do Peru para a Itália pelos conquistadores espanhóis.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália. Vendida por ambulantes, somente a partir de 1830 têm-se notícia da existência de verdadeiras pizzarias. A Pizzeria Port’Alba é considerada a primeira pizzaria da cidade de Napóles, já com forno feito de tijolos e alimentado a lenha, tornando-se ponto de encontro de artistas e escritores famosos da época, como D’Annunzio e Alexandre Dumas.

pizzeria

A era da pizza moderna com “pomodoro (tomate) e mozzarella” inicia na metade do século XVII. Um episódio célebre em 1889 marcou a história da pizza. O Rei Umberto I e a Rainha Margherita passavam o verão em Napóles, quando a rainha, curiosa de provar a pizza que nunca antes havia comido, mas que já ouvira falar através de escritores e artistas que frequentavam a corte, recebeu no Palácio o pizzaiolo Don Raffaele e sua esposa Dona Rosa que apresentaram à soberana três pizzas: uma com toucinho, queijo e basilico (manjericão), outra com alho, azeite de oliva e tomate e a terceira com queijo mozzarella, tomate e basilico (manjericão), representando as cores da bandeira italiana. A terceira agradou muito à rainha e assim Don Raffaele batizou-a de Pizza Margherita e já no dia seguinte constava no menu da sua pizzaria.

Após a 2ª Guerra Mundial, com a expansão industrial do norte da Itália, milhares de italianos do sul migraram para as cidades de Milão, Turim e Genôva, levando consigo os seus costumes. Começa assim a difusão das pizzarias no norte italiano e a partir dos anos 60, expandem-se por toda a península e conquistam o mundo. Atualmente a cidade que apresenta o consumo mais alto de pizza no mundo é Nova York, seguida de São Paulo.

Contudo, para muitos especialistas, a pizza corre o risco de perder a sua simplicidade e genuinidade. Por isto, em 1982, foi fundada em Napóles, a Accademia della Vera Pizza Napoletana (Associação da Verdadeira Pizza Napolitana) com a missão de proteger a pizza original, as suas regras de preparação e a sua genuinidade, defendendo-a da “miscigenação” cultural que sofre a sua receita.

Segundo à Accademia, a verdadeira pizza napolitana deve ser preparada com farinha, fermento natural, água e sal. A pizza deve ser trabalhada somente com as mãos ou com alguns misturadores aprovados por um comitê. Depois de descansar, deve ser aberta também com as mãos e assada diretamente em forno a lenha. A pizza deve ser bem assada, macia, fácil de ser dobrada ao meio, suas bordas devem ser douradas e o seu diâmetro não deve ultrapassar 35 centímetros.

A Accademia prevê somente dois tipos de pizza:

– Pizza Marinara: com tomate, alho, orégano e azeite extra virgem de oliva.

– Pizza Margherita: com tomate, mozzarella, basilico (manjericão) e azeite extra virgem de oliva.

A pizza napolitana recebeu em 2009, da Comissão Européia, o selo de “Specialità Tradizionale Garantita” – STG (Especialidade Tradicional Garantida).

pizza al taglio

pizza al taglio

Apesar de todas essas exigências, a pizza, um prato amado por adultos e crianças de todo o mundo, ganha características e ingredientes regionais, variando segundo os hábitos locais. Por exemplo, em várias partes da Itália e sobretudo em Roma, é muito apreciada a “Pizza al taglio”, uma pizza preparada em grandes assadeiras retangulares metálicas e colocadas à mostra para serem vendidas por peso, com sabor a escolha do cliente que pode consumi-la ali mesmo, caminhando pelas ruas, sentado em um banco de praça, em uma escadaria, em um gramado de um parque ou levá-la para casa, para o trabalho, para o estádio, para a praia .

comendo pizza al taglio

Realmente, comer uma fatia de pizza al taglio faz parte dos hábitos dos romanos e cada um tem o seu local preferido para comprá-la.

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ovo de Páscoa

ovo de Páscoa

procissão sexta-feira santa
procissão sexta-feira santa
pasquetta
pasquetta
pastiera napolitana
pastiera napolitana
colomba
colomba
palio dell'uovo
palio dell’uovo
cordeiro de Páscoa
cordeiro de Páscoa

A palavra Páscoa deriva de “pascha” em latim e de “pesah” em hebraico e significa Passagem. A Páscoa hebraica celebra a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. Já a Páscoa cristã, celebra a Ressureição de Cristo.

Essa festa, além das motivações religiosas, é também ligada a antigas celebrações que comemoravam a chegada da primavera, através de ofertas de agradecimento, como os frutos das primeiras colheitas e o sacrificio de cordeiros, cuja carne era consumida em uma refeição ritual.

A tradição cristã é rica de símbolos que recordam a Ressureição de Cristo como a oliva, o ovo, o cordeiro, o sino, a vela e o coelho.

Durante a Semana Santa, do norte ao sul da Itália, acontecem manifestações comemorativas: procissões, festas populares, representações sacras, jogos e tradições folclóricas. 

Em várias cidades italianas organizam-se jogos utilizando o ovo, um símbolo pascoal que representa a vida que se renova, a fecundidade e o reflorecer da natureza com a chegada da primavera. São corridas de ovo na colher, batalha de ovos cozidos, caça aos ovos no palheiro, dentre outros.

E no Domingo de Páscoa, o grande almoço, naturalmente, com cordeiro, doces de Páscoa (colomba, pastiera, etc) e a troca de ovos de chocolate entre parentes e amigos.

A pastiera é um doce napolitano feito com ricota, trigo e ovos. Segundo uma antiga lenda, uma noite, as mulheres dos pescadores deixaram na praia cestas com ricota, frutas cristalizadas, trigo, ovos e flores de laranjeira como ofertas ao “mar”, para que seus maridos retornassem sãos e salvos. Pela manhã, quando retornaram à praia para recepcioná-los, notaram que durante a noite, as ondas misturara os ingredientes e dentro de cada cesta havia uma torta: a pastiera.  Assim, este doce, ainda hoje, não pode faltar na mesa dos napolitanos no Domingo de Páscoa.

Depois deste Domingo de celebrações e de delícias gastronômicas, vem a “Segunda-feira do Anjo”, mais conhecida como “Pasquetta”, feriado nacional e ocasião em que os italianos organizam piqueniques nos parques e bosques, aproveitando o bom tempo, o sol, o calor, enfim, a chegada da primavera.

Nesse dia de alegria e confraternização entre os italianos se recorda o encontro de um anjo com as mulheres que foram ao sepulcro de Jesus, anunciando-lhes a sua ressureição.

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A Cia Italiana de teatro Accademia Della Follia, projeto teatral e cultural formado por atores em risco, apresenta o espetáculo “Extravagância” em 5 cidades brasileiras.

O espetáculo trata das relações humanas com e entre portadores de sofrimento mental e será apresentado em português.

O texto “Extravagância” foi escrito por Dacia Maraini, escritora italiana, com a intenção de que o texto fosse interpretado por atores realmente “loucos”, os atores da Accademia Della Follia.

A apresentação em Salvador será no dia 01 de dezembro às 17h e às 20h no Teatro Sesc Pelourinho, Praça José de Alencar,19 – Centro Histórico.

A Cia Accademia Della Follia, formada por atores em risco, foi fundada trinta anos atrás por Claudio Misculin, ator e diretor teatral, no antigo Hospital Psiquiátrico de Trieste, Itália, durante o período em que Franco Basaglia abriu as portas do manicômio para o mundo.

Franco Basaglia (Venezia,11/03/1924- Venezia, 19/08/1980) era médico psiquiatra e foi o precursor do movimento de reforma psiquiátrica italiano.

Após a 2ª Guerra Mundial, depois de 12 anos de carreira acadêmica, Basaglia assumiu a direção do Hospital Psiquiátrico de Gorizia, promovendo a melhoria das condições de hospedagem e dos cuidados técnicos aos internos do hospital. Porém, a medida que se defrontava com a miséria humana no manicômio, percebeu que as mudanças e a humanização promovidas não seriam suficientes. Eram necessárias mudanças profundas no modelo de assistência psiquiátrica e nas relações entre a sociedade e a loucura.

Assumiu assim, uma posição crítica em relação à psiquiatria clássica e hospitalar que considerava repressora e excludente, pois focava o tratamento na internação e no isolamento do paciente e sozinha não era capaz de dar conta do fenômeno complexo que é a loucura.

Em 1970 foi nomeado diretor do Hospital Provincial em Trieste, onde promoveu a substituição do tratamento hospitalar e manicomial por uma rede de atendimento através de serviços de atenção comunitários, emergências psiquiátricas em hospital geral, cooperativas de trabalho protegido, centros de convivência e moradias assistidas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1973, credenciou o Serviço Psiquiátrico de Trieste como principal referência mundial em assistência de saúde mental. Três anos depois, o Hospital Psiquiátrico de Trieste foi fechado oficialmente, sendo substituido pela rede de atendimento montada por Basaglia.

Em 1978 foi aprovada a Lei 180 ou Lei Basaglia, vigente até o presente momento estabelecendo a abolição dos hospitais psiquiátricos na Itália.

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Graças à tecnologia de alta definição pode-se admirar seis quadros da Galleria degli Uffizi de Florença, navegando nos detalhes dos quadros. Concessão do Minitério para os Bens e as Atividades Culturais da Itália, em exclusiva na Reppublica.it de 06 de outubro de 2011.

 

laprimavera

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