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Posts Tagged ‘cinema’

annamagnani-RomaCittàApertaEu e meus irmãos sempre fomos loucos por cinema. Morávamos em uma cidade do interior. Lá havia quatro salas e nós esperávamos ansiosos pela matinê de domingo para ver os filmes de Fellini, De Sica, Pasolini, e de tantos outros diretores famosos na época: italianos, americanos, franceses, suecos… claudiacardinale2Gostávamos muito de rever na tela os nossos atores e atrizes preferidos. Um de meus irmãos possuía até uma coleção de fotos de atrizes famosas, que guardava com muito zelo. As italianas eram as minhas preferidas.

Assim como eu, gerações se encantaram com as “divas do cinema italiano” que povoaram o imaginário coletivo da época com o seu talento e a sua beleza.

annaMagnani1A primeira grande diva italiana foi Anna Magnani (Roma, 07 de março de 1908 – 26 de setembro de 1973), uma das maiores atrizes do seu tempo, reconhecida por seu talento dramático, sua forte personalidade e expressividade.

Pobre, filha de pai desconhecido, abandonada pela mãe e criada pela avó, iniciou a sua formação aos 16 anos na Academia de Arte Dramática de Roma e posteriormente nos cabarés e teatros de variedades.

Seu primeiro papel importante foi em “Teresa Venerdì” (Vittorio De Sica, 1941) onde interpretou uma ambiciosa atriz de variedades. A consagração internacional viria quatro anos depois com “Roma Città Aperta”, em 1945, quando conquistou o público no papel de Pina, uma corajosa romana que enfrenta os nazistas. Neste período se apaixonou e viveu uma tórrida história de amor com o diretor do filme, Roberto Rossellini, que terminou quando ele conheceu uma outra diva, a sueca Ingrid Bergman.

La Magnani tornou-se assim, um símbolo de Roma, sempre interpretando mulheres fortes e do povo.

Recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza de 1947 e em 1955 se tornou a primeira atriz estrangeira a ganhar o Oscar de melhor atriz pela sua interpretação em “A Rosa Tatuada”.

Morreu aos 65 anos, vítima de um câncer de pâncreas.

GinaLollobrigida1Gina Lollobrigida (Subiaco, Lazio, 4 de julho de 1927), conhecida como “La Lollo”, estudou no Instituto de Belas Artes em Roma, onde para manter-se, posava como modelo fotográfico. Como tantas moças bonitas de sua época, participou em 1947 do concurso Miss Itália, classificando-se em terceiro lugar. Nessa época iniciou a sua carreira cinematográfica com pequenas figurações em filmes populares do pós guerra.

O sucesso chegou na década de 50, quando interpretou os seus primeiros papéis de sucesso, como a cigana Esmeralda em “O Corcunda de Notre Dame” e atuou ao lado de grandes atores como Humphrey Boogart, Vittorio Gassman, Anthony Quinn, Rock Hudson e Marcello Mastroianni.

Padrão de beleza dos anos 50, após encarnar a cantora lírica Lina Cavalieri no filme “La donna più bella del mondo” em 1955, ganhou a alcunha de “A mulher mais bela do mundo”.

Participou de vários filmes na Itália, na França e nos Estados Unidos e em 1961 recebeu o Golden Globe.

Dedicou-se também à escultura e hoje segue carreira paralela como fotógrafa, tendo já publicado cinco livros de fotografia.

SilvanaMangano1Silvana Mangano (Roma, 23 de abril de 1930-Madrid, 16 de dezembro de 1989) começou com a dança clássica em Milão, depois partiu para a França onde trabalhou como modelo e como figurante no seu primeiro filme ”Le jugement dernier” (1945).

De volta à Itália, em 1947, participou do Concurso Miss Itália, o mesmo em que concorreu Gina Lollobrigida, que a partir daí, tornou-se sua amiga. É nesse período que Silvana é notada pelo diretor Mario Costa, passando a fazer figuração em alguns filmes. Nesta época conheceu Marcello Mastroianni, seu primeiro namorado.

silvanamangano3Aos 19 anos, foi escolhida pelo diretor Giuseppe De Santis para o filme “Arroz Amargo” atuando ao lado de Vittorio Gassman. Com o sucesso do filme, a bela e escultural Silvana, lançada como “sex symbol italiano” do pós guerra, entra definitivamente no mundo do cinema. A sua imagem de camponesa com meias pretas até a metade das coxas dentro de um arrozal, tornou-se um dos símbolos do cinema italiano.

Os críticos americanos a comparavam a Rita Hayworth e Silvana recebeu e recusou várias propostas de Hollywood.

Casou-se com o produtor Dino De Laurentis, que passou a gerir a sua carreira escolhendo roteiros com personagens menos sensuais e mais psicologicamente complexos.

Trabalhou com os diretores mais importantes do cinema italiano como Federico Fellini, Vittorio De Sica, Pier Paolo Pasolini, Franco Zeffirelli, Mario Monicelli, fazendo filmes famosos.

Em 1981, Silvana perdeu seu filho Federico em um acidente aéreo. Deprimida e já divorciada de De Laurentis, recebeu o diagnóstico de câncer de estômago e retirou-se do cinema. Retornou no filme “Duna”(1984) e ao lado de Mastroianni, no belo “Olhos Negros” (Nikita Mikhailkov,1987).

Dois anos depois, em 16 de dezembro de 1889, morreu em Madrid onde vivia com sua filha Francesca.

sofiaLoren2Sofia Villani Scicolone (Roma, 20 de setembro de 1934), artisticamente Sophia Loren, começou a sua trajetória artística aos 14 anos, também em um concurso de beleza e a sua estreia no cinema foi como figurante em “Quo Vadis” (1950).

Quatro anos depois foi convidada pelo diretor Vittorio De Sica para participar de “O Ouro de Napóles” (1954), iniciando assim a sua carreira de sucesso no cinema italiano. Trabalhou com grandes diretores, além de De Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Lina Wetmüller.

Conquistou também fama no cinema americano, recebendo o Oscar de melhor atriz em 1962 pelo filme “Duas Mulheres” (Vittorio De Sica) e em 1988, o “Leão de Ouro” pela sua carreira. Nos anos 90 ganhou o Oscar pelo conjunto de sua obra.

sofiaLorenParticipou de filmes inesquecíveis como “Una giornata particolare” (Ettore Scola,1977) em grande interpretação ao lado de Marcello Mastroianni.

Casou-se com o produtor Carlo Ponti, que conheceu em 1953. Ela era uma adolescente de 17 anos e ele um homem casado de 39 anos. O romance dos dois, em uma Itália católica e sem o direito ao divórcio foi tumultuado. Viveram juntos por 50 anos, até a morte de Ponti em 2007.

Sophia, uma das atrizes mais reconhecidas e amadas da história do cinema, foi considerada em 1999, pela Revista People a mulher mais bela, sensual e talentosa dos últimos tempos.

Após vencer um concurso de beleza, em 1957, uma outra futura diva, iniciou a sua carreira, Claudia Cardinale, filha de pais sicilianos, nascida em Túnis, em 15 de abril de 1939.claudiacardinale3

Estreou no filme “Goha” (1958) e no mesmo ano, participou do famoso “I Soliti Ignoti”.

Em 1966 casou-se com o produtor Franco Cristaldi que conduziu o inicio da sua carreira.

Atuou em filmes importantes e de qualidade como: “Il Gattopardo” e “Rocco e i suoi fratelli” de Visconti, 81/2 de Fellini, “Era uma vez na América” de Sergio Leone e também “A Pantera Cor de Rosa”, “Fitzcarraldo”, dentre outros.

Divorciou-se de Franco Cristaldi em 1975 e desde então vive com o diretor italiano Pasquale Squitieri.

claudiaCardinaleContracenou com Marcello Mastroianni, Alain Delon, Burt Lancaster, Jean Paul Belmondo. As suas atuações memoráveis e a sua beleza delicada encantou o público nas salas de cinema do mundo.

Hoje, La Cardinale é envolvida com questões humanitárias e escreveu uma autobiografia chamada “Moi Claudia, toi Claudia”.

mimosa

 

 

E como hoje é 08 de março, Dia Internacional da Mulher, cujo símbolo é a mimosa amarela, que floresce nos primeiros dias de março, perfumando e lembrando a chegada da primavera na Itália e o dia da mulher, vai uma mimosa para as divas do cinema italiano e para todas as mulheres que são divas daqueles que as amam, as estimam e as respeitam.

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Terminou neste sábado, 11 de setembro, o 67ºFestival de cinema de Veneza, festivalVenezia o mais antigo dos festivais, que teve a sua primeira edição em agosto de 1932.

O júri, presidido pelo cineasta americano, Quentin Tarantino, concedeu o Leão de Ouro, prêmio de melhor filme a “Somewhere” de Sofia Coppola. Tarantino afirmou que a escolha foi unânime e que considerava “uma grande honra” entregar o prêmio à filha de Francis Ford Coppola. QuentinTarantino

Na categoria Direção, o Leão de Prata foi para o basco Álex de la Iglesia, por “Balada Triste de Trompeta”, que também recebeu o prêmio de melhor roteiro.

O Coppa Volpi de Melhor Ator foi para Vincent Gallo (Essencial Killing) e de Melhor Atriz para Ariane Labed (Attenberg).

O festival de Veneza 2010 chegou ao fim sem um filme que se destacasse muito e sem a presença de grandes astros do cinema. Os destaques foram o sofiaCopolla2 premiado “Somewhere” , que retrata a relação entre um pai ator e sua filha. Um filme com fundo autobiográfico, já que a diretora Sofia, quando criança, viajava muito com o pai quando ele estava filmando.

Um outro destaque foi o filme francês “Venus Noire (Vênus Negra) do cineasta tunisiano radicado na França Abdellatif Kechiche, que conta a história de uma mulher africana, que no fim do século XVIII viajou da África à Europa, com o sonho de se tornar uma grande bailarina, mas que acabou vendida e exposta como um animal, devido à sua genitália deformada.

Os filmes italianos que entusiasmaram foram “La solitudine dei numeri primi” (A solidão dos números primos) de Saverio Costanzo, baseado no romance de Paolo Giordano e “Sorelle Mai” de Marco Bellocchio.

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meglio-juventuVenerdì 7 si sono aperti i Seminari di Cinema di Italia Amica, con la proiezione della prima parte del film La Meglio Gioventù, di Marco Tullio Giordana. Gli altri tre capitoli saranno presentati il 14, 21 e 28 maggio, sempre con inizio alle 18:00, nella sala 1 di Itam. 

Ha introdotto il film, che attraversa 40 anni (dal 1966 al 2003) di storia italiana, seguendo le vicende di una famiglia della classe media romana, il lettore dell’UFBA, Prof. Raoul Poleggi.

Sonia_Bergamasco_durante_le_riprese_de__La_Meglio_Giovent___7Raoul ci ha raccontato quegli anni, sempre in bilico tra il dramma e il sorriso, che hanno urlato la fine di un secolo. Molti oggi dicono, anche la fine di un sogno. Non per il regista del film. Né per alcuni di quegli oggi ultrasessantenni, che ne sono i protagonisti. 

Parlando di quegli anni e dell’inizio di questo nuovo secolo, il paradosso è che i sogni trasgressivi o rivoluzionari, una volta prerogativa della gioventù, oggi sembrano vivi soltanto in questi signori, un po’ demodè, che continuano a criticare una società che ha ormai nel consenso mediatico più assoluto, e nell’apparente benessere crescente, il suo punto di forza. LA-MEG~1

Il sogno non serve più, o al massimo è un’utopia, che nemmeno piace più tanto, tanto è lontana dai colori e dalle luci della realtà degli Shopping Centers e della cultura del lusso.

Chi siamo noi che ancora ci emozioniamo a immaginare sentimenti e parole così lontane dalla violenza quotidiana? Noi, che pensiamo che sia ancora possibile uno sviluppo più umano e più giusto? Come minimo siamo una netta minoranza.

Un alunno durante il dibattito che è seguito alla proiezione del film ha osservato con una certa comprensibile ironia: “Ma voi che volevate, il giardino dell’Eden sulla terra?” Bella domanda. E forse è proprio così. La generazione che metteva in dubbio tutti i poteri, compreso quello delle religioni, il paradiso lo voleva. Ma tutto e subito e già qui sulla terra. E voleva che fosse un paradiso per tutti gli uomini, non solo per alcuni.

Molta presunzione, contro un potere economico, militare e mediatico troppo poderoso e attento, come si è dimostrato negli anni successivi.

La prossima puntata del film, partirà dal febbraio 1968 e descriverà gli anni della rivolta, sempre nei panni dei personaggi della famiglia Carati protagonista del film di Giordana.

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A Italia Amica, o Departamento de Letras Românicas do Instituto de Letras da UFBA e o Istituto di Cultura Italiano do Rio de Janeiro apresentam o Seminário de Cinema com a exibição do filme de Marco Tullio Giordana “La meglio gioventù”.

LA_MEGLIO_GIOVENTU O filme narra 40 anos de História italiana entre o verão de 1966 à primavera de 2003, através da vida de uma família de classe média, testemunhando os costumes, as relações familiares, as lutas e as transformações sociais de um dos períodos mais densos da História da Itália.

“La meglio gioventù” emociona, faz rir, chorar e te lembra que um mundo melhor é possível.

Com duração de 6 horas, o filme foi dividido em 4 partes com áudio e legendas em italiano, que serão exibidas nos dias 07, 14, 21 e 28 de maio às 18:00 horas na Italia Amica, com entrata livre, limitada aos lugares disponíveis e com apresentação e debate coordenados pelo Professor Leitor Raoul Poleggi do Instituto de Letras da UFBA.

Prêmios:

200356º Festival de Cannes (Prêmio “Um Certain Regard”)

            Prêmio Città di Roma

2004David di Donatello: melhor direção, roteiro, edição, som e produção.

           Nastri d’Argento: melhor direção, roteiro,produção, melhor atriz               e melhor ator a todo o elenco do filme.

          Globo de Ouro: melhor direção, roteiro, Grande Prêmio da Imprensa Estrangeira, Globo de Ouro Especial.

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