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Archive for the ‘História’ Category

nascita della repubblica italianaNo dia 2 de junho se celebra o nascimento da República Italiana. Nesse dia, em 1946, com o término da guerra, com o fim dos 20 anos de fascismo, e após 85 anos de reino, os italianos, e pela primeira vez, também as italianas, foram às urnas para decidir em um Referendum, qual forma de governo dar ao país: monarquia ou república.

Venceu a república com 12.718.641 votos contra 10.718.502 favoráveis à monarquia. Nessa mesma ocasião, os italianos também elegeram uma Assembléia Constituinte, que escreveu a nova Constituição do país.

Essa Constituição fez da Itália uma República parlamentarista. Os monarcas foram exilados e o país se encaminhou em direção à reconstrução de suas cidades, casas, estradas e ferrovias destruídas pelos combates e bombardeamentos aéreos.la bandiera tricolore

Dois anos antes do nascimento da República Italiana, no final da guerra, em 1944, ocorreu o “Massacre de Marzabotto”, no Apenino Emiliano, próximo à Bolonha, quando crianças, mulheres e idosos foram trucidados pelos soldados alemães em retirada.

A história do massacre foi reconstruída em um filme em que tudo é visto pelos olhos da pequena Martina, uma menina de 8 anos, filha única de uma família de camponeses, que deixou de falar desde que viu morrer em seus braços o seu irmãozinho recém-nascido.

l'uomo che verrà 2Martina deseja a chegada de um outro irmão, que nascerá exatamente no momento em que a guerra transforma tragicamente a sua vida.

“L’uomo che verrà” de Giorgio Diritti, é um filme que penetra na realidade do tempo e do lugar, não só através das imagens, mas também dos diálogos em dialeto bolonhês da época.

l'uomo che verràVencedor de prêmios em vários festivais, entre 2009 e 2010, o filme será exibido em edição original com legendas em italiano na Italia Amica no dia 01 de junho às 17:30, durante as festividades em comemoração à Festa della Repubblica Italiana.

 

 

 

 

 

 

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tifosi2Realmente não é lugar comum dizer que os italianos amam o futebol. Os romanos amam a Roma ou a Lazio, os milaneses a Inter ou o Milan, os napolitanos a Napoli, enfim, existem centenas de times de futebol na Itália distribuídos em inúmeras séries do “Campionato Italiano di calcio”.

E esta paixão não é recente. Já os antigos romanos praticavam um esporte chamado “Harpastum”, que era jogado por duas equipes em um campo de areia. Competição viril com disputas corpo a corpo, este esporte tornou-se muito popular e difundiu-se por todo o Império Romano.

calciofiorentinoMais tarde, na metade do século XV o “calcio storico fiorentino” (futebol histórico florentino) deu continuidade ao jogo romano e alcançou tamanha popularidade em Florença, que era praticado nas ruas e praças da cidade e com tanta paixão que muitas vezes gerava conflitos e problemas de ordem pública. Chegou até mesmo a ser proibido em alguns locais da cidade e ainda hoje, pode-se observar em alguns pontos de Florença placas com escritas de proibição ao jogo.

calciostorico5A popularidade do calcio storico fiorentino durou até o fim do século XVII, depois iniciou um lento declínio. Mas o jogo continuou na memória dos florentinos , que continuaram a praticá-lo informalmente nos próprios bairros. O renascimento oficial do jogo deu-se em 1930 e desde então, os quatro bairros históricos da cidade, “i Bianchi”, “i Rossi”, “gli Azzurri” e “i Verdi” disputam um apaixonado e muitas vezes tumultuado torneio todos os anos no mês de junho.

Este jogo, que lembra o rugby, influenciou o futebol moderno, não só nas regras, como também na paixão dos torcedores e no ambiente de festa das partidas. Festa futebolística italiana que um dia eu tive a oportunidade de participar.

Era uma tarde romana ensolarada de 1984, mais precisamente uma bela e especial tarde de 30 de maio, quando a cidade estava colorida de “giallo e rosso” (amarelo e vermelho), as cores da Roma, a “squadra de calcio” (clube de futebol) mais popular da Cidade Eterna.

stadioolimpicoEra dia de jogo e lá fomos nós. No caminho, compramos o nosso lanche, a tradicional “pizza al taglio”e seguimos rumo ao Stadio Olimpico di Roma. Na frente do estádio, mais merendinhas: azeitonas e sementes de abóbora tostadas, que me surpreenderam. Muito boas. Não imaginava.

Finalmente entramos. Estádio lotado com 70.000 expectadores. Os“tifosi” (torcedores) cantando. Um belo espetáculo. Emocionante.

falcãoBrunoContiA Roma entra em campo com os ídolos Bruno Conti e o brasileiro Falcão, mais conhecido como o “Re di Roma” (Rei de Roma). A equipe romana, que havia vencido o campeonato italiano naquele ano, jogava a final da Champions League com o Liverpool.

Partida tensa. No intervalo, os “tifosi” relaxam um pouco e desembrulham as suas merendas. Comemos as nossas pizzas. Uma família de romanistas sentada ao nosso lado nos ofereceu sanduíches. Orgulhosos, eles contaram que eram romanistas há várias gerações e que aqueles sanduíches foram feitos em casa, pela mamma. Naturalmente aceitamos e é claro que eram deliciosos. tifosi1

Infelizmente, a Roma não levou o título. Após um empate de 1X1, perdeu na disputa de pênaltis e os tifosos voltaram tristes para casa. No entanto, sem perder nem um pouco da paixão que os fazem retornar ao estádio, em outras tardes ensolaradas ou frias ou chuvosas, e cobri-lo de amarelo e vermelho para ver a Roma jogar e cantar “Grazie Roma” de Antonello Venditi, um famoso da música italiana e tifoso da Roma, para a qual, compôs várias canções, verdadeiros hinos.

grazie romaOutro romano, Francesco De Gregori, com a bela e sensível “La leva calcistica del 68” fez ainda mais. Uma metáfora sobre as paixões, as lutas e os medos do homem, tendo como protagonistas, Nino, um garoto de 12 anos e as lutas dos jovens da sua geração.

“Nino non aver paura di sbagliare un calcio di rigore

non è mica da questi particolari che si giudica un giocatore.

    Un giocatore lo vede dalcoraggio, dall’altruismo, dalla fantasia.”

“Nino não tenha medo de errar um pênalti 

não é por estes detalhes que se julga um jogador

um jogador se julga pela coragem, pelo altruísmo, pela fantasia.”

Quem sabe se De Gregori, também romanista, quando fez esta canção, pensou naquela tarde de domingo de 30 de maio de 1984.

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Assisi, ItaliaGiovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francesco, costumava sonhar muito. Sonhos que foram fundamentais para a sua vida.

Nascido em Assis, no centro da Itália em 05 de julho de 1182, ele era muito popular entre os amigos, amava a vida mundana, as extravagâncias, as aventuras e sobretudo as estórias de cavalaria. Desejava ser um herói, tanto que em 1202 alistou-se como soldado na guerra entre as cidades de Assis e Perugia, mas foi capturado, mantido como prisioneiro e doente, retornou à sua cidade um ano depois.

San Francesco giovaneEm 1205, após a sua cura, tentou novamente se tornar um herói engajando-se no exército papal, incentivado por um sonho que tivera, onde alguém lhe levava a um palácio onde se encontrava uma linda donzela, muitas armas e apetrechos de guerra. Porém no caminho teve outro sonho onde uma voz lhe dizia de retornar à sua terra e de interpretar de outro modo o primeiro sonho.

Já em Assis, foi perdendo o interesse pelas farras com os amigos e começou a demonstrar preocupação pelos mais necessitados. Neste período teve sonhos terríveis com uma horrível mulher corcunda e interpretava esta imagem como a sua futura vida de pobreza.

casa san francescoMuitos episódios fizeram com que a sua vida mudasse completamente. Desde o encontro no campo com um leproso até o dia em que enfrentou a fúria de seu pai, um rico negociante de tecidos, após ter vendido por baixíssimo preço vários tecidos da loja para arrecadar dinheiro para a reforma da Igreja de São Damião.

Ao ser acusado pelo pai de estar dilapidando com a sua fortuna, Francesco despiu-se e colocou todas as suas belas roupas aos pés de seu pai, renunciando à sua herança e partindo completamente nu para iniciar definitivamente uma nova vida missionária totalmente dedicada aos pobres, pregando a palavra divina e reunindo em torno de si vários seguidores, dentre eles, jovens que como ele, renunciaram às suas posses.

san francesco e la naturaCom um grupo de seguidores formado, dirigiu-se à Roma para obter autorização do papa para a fundação da sua ordem que estabelecia como norma uma vida de pobreza absoluta aos seus seguidores, como a de Jesus e de seus apóstolos. Após uma recusa inicial, Francesco e seus amigos foram finalmente recebidos pelo papa que só decidiu recebê-los após ter tido um sonho, onde viu a Basílica de São João de Latrão, prestes a desabar, ser sustentada por um humilde religioso que ele acreditou que fosse Francesco. O Papa Inocêncio então, autorizou o grupo a apenas pregar e socorrer os necessitados. Estava assim fundada a ordem mendicante dos frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.

Voltando a Assis instalaram-se em uma cabana no campo, onde se dedicaram aos cuidados dos mais pobres dos pobres, dos leprosos e à pregação. Mas, devido ao crescente número de irmãos que se juntava ao grupo, o abade do mosteiro beneditino do Monte Subásio, lhes cedeu o uso da capela de Porciúncula e de uma terra adjacente.

Santa Clara- GiottoEm1212,chegou à ordem a primeira mulher, Clara d’Offreducci, a futura Santa Clara, fundadora do ramo feminino dos frades menores, as Clarissas. Nessa época, Francesco fez muitos milagres, curando enfermos, expulsando demônios e até pacificando um lobo que amedrontava a região.

Sua fama de santo já se espalhava e mantendo o seu gosto pelas estórias de cavalaria, em 1214 seguiu para o Marrocos para pregar entre os mouros. Foi ao Egito durante a Primeira Cruzada, passou pela Palestina, peregrinando pelos lugares santos até que, após receber a notícia de que a sua comunidade estava em crise, volta a Assis onde percebeu que seus ideais haviam sido abandonados e reinava o caos na ordem dos frades menores.

Francesco e o loboDepois dessa crise, devido à imposição da hierarquia eclesiástica romana e a pressão de parte dos seus companheiros, foram criadas, com a aprovação do Papa, novas regras mais brandas para a Ordem, autorizando inclusive o estudo avançado da teologia e o uso de quaisquer livros. Essas novas mudanças, apesar de refletirem pouco o espírito original franciscano, foram inevitáveis, diante da tensão de um grupo que a cada dia crescia mais.

Francesco no entanto, continuou a sua vida simples de tranquilidade interior, amando todas as criaturas, afirmando a bondade e as maravilhas da criação de Deus, fazendo milagres, percorrendo a região em peregrinação e acolhendo multidões que queriam vê-lo e tocá-lo. De outra forma, realizou o seu antigo sonho da juventude de se tornar um herói.

estigmatização San Francesco GiottoMuitas vezes se embrenhava nas matas para ficar sozinho e meditar. Numa dessas meditações, Francesco teve uma visão: viu um homem com seis asas e pregado a uma cruz. À medida que contemplava a visão e experimentava uma sensação de grande felicidade mas entremeada de tristeza, sentiu que no seu corpo se abriam feridas, tornando-o uma imitação do próprio Cristo crucificado. Foi assim, o primeiro cristão estigmatizado, motivo de muita alegria, mas também de grande embaraço, já que devia esconder as feridas.

Além das feridas que lhes provocava muito sofrimento físico, ficou quase cego, sofreu com dores de cabeça terríveis e sem encontrar alívio nos tratamentos médicos, passou longo tempo sob os cuidados de Clara, e provavelmente ali, compôs o seu poético Cantico di frate sole (Cântico ao irmão Sol).

Basilica di San Francesco a AssisiRodeado de seus companheiros e amigos, faleceu no dia 03 de outubro de 1226. Relatos antigos dizem que neste momento um bando de aves veio pousar no seu telhado e cantou. Menos de dois anos depois, em 06 de julho de 1228 foi canonizado pelo Papa Gregório IX e em 1230 foi inaugurada uma nova basílica com seu nome em Assis, onde estão guardadas as suas relíquias e o seu túmulo, e onde também se pode admirar os belos afrescos de Giotto feitos no fim do século XIII retratando a sua vida.

afresco de GiottoPor causa de seu amor pela natureza é conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente. É também o santo patrono da Itália e a sua festa litúrgica é no dia 04 de outubro.

Renovou o Catolicismo da época, tentando mostrar que a religião poderia ser alegria e não opressão, mas menos de um século depois de sua morte, a Ordem dos Franciscanos já era tão rica quanto as outras ordens e muitos de seus membros eram já doutores e ocupantes de importantes cargos na Igreja e universidades.

afreschi di Giotto e CimabuePara Dante Alighieri, Francesco foi “uma luz que brilhou sobre o mundo” e “ Pax et bonum” (Paz e bem), saudação que costumava usar, se tornou o lema da sua Ordem e da cidade de Assis.

 

 

 

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la pizza

la pizza

A origem da pizza é muito antiga. A mitologia conta que um dia, após retornar do trabalho, o deus Vulcano perguntou a sua mulher Vênus, o que tinha para o almoço. A deusa, que tinha  esquecido de cozinhar porque havia se encontrado com um dos seus amantes, pegou um pouco de massa que guardara para fazer uma “focaccia”, amassou-a, abriu-a formando um disco fino e assou-a sobre uma pedra quente. Banhou-a com leite e decorou-a com ervas aromáticas. Assim nasceu a pizza segundo a mitologia.

preparando a pizza

preparando a pizza

O costume de preparar os cereais, moendo-os e amassando-os, remonta às civilizações antigas. Na Antiga Roma se usava cozinhar “focaccia di farro”. Pensa-se assim, que a palavra farinha derive de “farro” e que a palavra pizza do participio passado do verbo “pinsère”, que significa amassar, moer. Virgilio narra em uma de suas obras, que alguns camponeses romanos moiam o trigo e obtiam a farinha com a qual faziam uma massa com ervas aromáticas e sal, amassando-a até fazê-la sutil e dando-lhe a forma arredondada, cozinhavam nas brasas do fogo.

Os babilônios, hebreus e gregos misturavam o trigo e a água para assar em fornos rústicos. Os fenícios, sete séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão. Podemos assim afirmar, que o pão, a focaccia e a pizza, estão ligados às raízes da nossa civilização. Porém foi no Egito, com a invenção do forno e a descoberta do fermento que a massa se torna mais leve. A partir daí, o pão passa a ser um dos alimentos mais importantes, consumidos e apreciados na história das civilizações.

pizzaiolo

Inicialmente, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza. Podendo também receber como cobertura o toucinho e pequenos peixes. Depois foi acrescentado o tomate, trazido do Peru para a Itália pelos conquistadores espanhóis.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália. Vendida por ambulantes, somente a partir de 1830 têm-se notícia da existência de verdadeiras pizzarias. A Pizzeria Port’Alba é considerada a primeira pizzaria da cidade de Napóles, já com forno feito de tijolos e alimentado a lenha, tornando-se ponto de encontro de artistas e escritores famosos da época, como D’Annunzio e Alexandre Dumas.

pizzeria

A era da pizza moderna com “pomodoro (tomate) e mozzarella” inicia na metade do século XVII. Um episódio célebre em 1889 marcou a história da pizza. O Rei Umberto I e a Rainha Margherita passavam o verão em Napóles, quando a rainha, curiosa de provar a pizza que nunca antes havia comido, mas que já ouvira falar através de escritores e artistas que frequentavam a corte, recebeu no Palácio o pizzaiolo Don Raffaele e sua esposa Dona Rosa que apresentaram à soberana três pizzas: uma com toucinho, queijo e basilico (manjericão), outra com alho, azeite de oliva e tomate e a terceira com queijo mozzarella, tomate e basilico (manjericão), representando as cores da bandeira italiana. A terceira agradou muito à rainha e assim Don Raffaele batizou-a de Pizza Margherita e já no dia seguinte constava no menu da sua pizzaria.

Após a 2ª Guerra Mundial, com a expansão industrial do norte da Itália, milhares de italianos do sul migraram para as cidades de Milão, Turim e Genôva, levando consigo os seus costumes. Começa assim a difusão das pizzarias no norte italiano e a partir dos anos 60, expandem-se por toda a península e conquistam o mundo. Atualmente a cidade que apresenta o consumo mais alto de pizza no mundo é Nova York, seguida de São Paulo.

Contudo, para muitos especialistas, a pizza corre o risco de perder a sua simplicidade e genuinidade. Por isto, em 1982, foi fundada em Napóles, a Accademia della Vera Pizza Napoletana (Associação da Verdadeira Pizza Napolitana) com a missão de proteger a pizza original, as suas regras de preparação e a sua genuinidade, defendendo-a da “miscigenação” cultural que sofre a sua receita.

Segundo à Accademia, a verdadeira pizza napolitana deve ser preparada com farinha, fermento natural, água e sal. A pizza deve ser trabalhada somente com as mãos ou com alguns misturadores aprovados por um comitê. Depois de descansar, deve ser aberta também com as mãos e assada diretamente em forno a lenha. A pizza deve ser bem assada, macia, fácil de ser dobrada ao meio, suas bordas devem ser douradas e o seu diâmetro não deve ultrapassar 35 centímetros.

A Accademia prevê somente dois tipos de pizza:

– Pizza Marinara: com tomate, alho, orégano e azeite extra virgem de oliva.

– Pizza Margherita: com tomate, mozzarella, basilico (manjericão) e azeite extra virgem de oliva.

A pizza napolitana recebeu em 2009, da Comissão Européia, o selo de “Specialità Tradizionale Garantita” – STG (Especialidade Tradicional Garantida).

pizza al taglio

pizza al taglio

Apesar de todas essas exigências, a pizza, um prato amado por adultos e crianças de todo o mundo, ganha características e ingredientes regionais, variando segundo os hábitos locais. Por exemplo, em várias partes da Itália e sobretudo em Roma, é muito apreciada a “Pizza al taglio”, uma pizza preparada em grandes assadeiras retangulares metálicas e colocadas à mostra para serem vendidas por peso, com sabor a escolha do cliente que pode consumi-la ali mesmo, caminhando pelas ruas, sentado em um banco de praça, em uma escadaria, em um gramado de um parque ou levá-la para casa, para o trabalho, para o estádio, para a praia .

comendo pizza al taglio

Realmente, comer uma fatia de pizza al taglio faz parte dos hábitos dos romanos e cada um tem o seu local preferido para comprá-la.

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Chegou a época das festas juninas e várias cidades do nordeste do Brasil se preparam para os festejos. Comer amendoim, assar milho na fogueira, soltar fogos e dançar muito forró é aquilo que muitas pessoas farão nos dias 23 e 24 de junho, véspera e dia de São João, santo muito festejado aqui, mas também na Europa, de onde herdamos o costume de comemorar a data. E na Itália ainda se festeja o São João? festaSanGiovanniRoma

A festa de San Giovanni é a mais antiga e caraterística festa que se realiza em Roma.

As origens desta manifestação popular, são remotas. Na primavera era celebrada a festa de Adão, Deus do Amor e da Juventude, com uma tradição que foi mantida também no Cristianismo: um jovem escolhia uma jovem e lhe pedia para ser sua comadre. Se caso ela aceitasse deveria preparar uma cesta de ervas e flores e depois, quando a cesta estivesse pronta, os dois juntos, no dia 24 de junho, dia de San Giovanni, a levariam à Igreja. Após a cerimônia, juntamente com os convidados, todos em círculo, bebiam do mesmo copo que passava de boca em boca, e depois banquetes e danças até de madrugada.

Já em outra época, como a festa de “San Giovanni” é celebrada em 24 de junho, data próxima ao solsticio de verão, os romanos acreditavam que foi exatamente naquela noite que os espíritos malignos infestaram a “cidade eterna” e as bruxas teriam sobrevoado Roma, sendo necessário exorcizá-la com rituais mágicos. Assim, no dia 24 de junho, os romanos se encontravam junto à Basilica di San Giovanni munidos de objetos de proteção para ver passarem as bruxas.

A praça de “San Giovanni”, iluminada para a ocasião, se transformou com o tempo em um alegre encontro, durante o qual, as pessoas levavam comida, bebiam vinho, dançavam e cantavam.

A festa atual recorda aquela primitiva, porém modificou-se ao longo dos séculos. Hoje a cesta florida não existe mais, mas permanece o clima festivo com danças, cantos, comidas, sobretudo o prato tradicional “lumacche al sugo” (escargot ao molho de tomate) e bebidas na praça da Igreja de San Giovanni. Na festa deste ano, o passato e o presente se encontrarão com as simbólicas “lumacche” e famosos artistas que se apresentarão em um grande palco na praça.

sanGiovanniFirenze Já em Florença, onde San Giovanni é o padroeiro, se celebra o aniversário do nascimento do santo com vários eventos, com os tradicionais fogos, celebrações religiosas e apresentação do “calcio storico fiorentino”.

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meglio-juventuVenerdì 7 si sono aperti i Seminari di Cinema di Italia Amica, con la proiezione della prima parte del film La Meglio Gioventù, di Marco Tullio Giordana. Gli altri tre capitoli saranno presentati il 14, 21 e 28 maggio, sempre con inizio alle 18:00, nella sala 1 di Itam. 

Ha introdotto il film, che attraversa 40 anni (dal 1966 al 2003) di storia italiana, seguendo le vicende di una famiglia della classe media romana, il lettore dell’UFBA, Prof. Raoul Poleggi.

Sonia_Bergamasco_durante_le_riprese_de__La_Meglio_Giovent___7Raoul ci ha raccontato quegli anni, sempre in bilico tra il dramma e il sorriso, che hanno urlato la fine di un secolo. Molti oggi dicono, anche la fine di un sogno. Non per il regista del film. Né per alcuni di quegli oggi ultrasessantenni, che ne sono i protagonisti. 

Parlando di quegli anni e dell’inizio di questo nuovo secolo, il paradosso è che i sogni trasgressivi o rivoluzionari, una volta prerogativa della gioventù, oggi sembrano vivi soltanto in questi signori, un po’ demodè, che continuano a criticare una società che ha ormai nel consenso mediatico più assoluto, e nell’apparente benessere crescente, il suo punto di forza. LA-MEG~1

Il sogno non serve più, o al massimo è un’utopia, che nemmeno piace più tanto, tanto è lontana dai colori e dalle luci della realtà degli Shopping Centers e della cultura del lusso.

Chi siamo noi che ancora ci emozioniamo a immaginare sentimenti e parole così lontane dalla violenza quotidiana? Noi, che pensiamo che sia ancora possibile uno sviluppo più umano e più giusto? Come minimo siamo una netta minoranza.

Un alunno durante il dibattito che è seguito alla proiezione del film ha osservato con una certa comprensibile ironia: “Ma voi che volevate, il giardino dell’Eden sulla terra?” Bella domanda. E forse è proprio così. La generazione che metteva in dubbio tutti i poteri, compreso quello delle religioni, il paradiso lo voleva. Ma tutto e subito e già qui sulla terra. E voleva che fosse un paradiso per tutti gli uomini, non solo per alcuni.

Molta presunzione, contro un potere economico, militare e mediatico troppo poderoso e attento, come si è dimostrato negli anni successivi.

La prossima puntata del film, partirà dal febbraio 1968 e descriverà gli anni della rivolta, sempre nei panni dei personaggi della famiglia Carati protagonista del film di Giordana.

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A Italia Amica, o Departamento de Letras Românicas do Instituto de Letras da UFBA e o Istituto di Cultura Italiano do Rio de Janeiro apresentam o Seminário de Cinema com a exibição do filme de Marco Tullio Giordana “La meglio gioventù”.

LA_MEGLIO_GIOVENTU O filme narra 40 anos de História italiana entre o verão de 1966 à primavera de 2003, através da vida de uma família de classe média, testemunhando os costumes, as relações familiares, as lutas e as transformações sociais de um dos períodos mais densos da História da Itália.

“La meglio gioventù” emociona, faz rir, chorar e te lembra que um mundo melhor é possível.

Com duração de 6 horas, o filme foi dividido em 4 partes com áudio e legendas em italiano, que serão exibidas nos dias 07, 14, 21 e 28 de maio às 18:00 horas na Italia Amica, com entrata livre, limitada aos lugares disponíveis e com apresentação e debate coordenados pelo Professor Leitor Raoul Poleggi do Instituto de Letras da UFBA.

Prêmios:

200356º Festival de Cannes (Prêmio “Um Certain Regard”)

            Prêmio Città di Roma

2004David di Donatello: melhor direção, roteiro, edição, som e produção.

           Nastri d’Argento: melhor direção, roteiro,produção, melhor atriz               e melhor ator a todo o elenco do filme.

          Globo de Ouro: melhor direção, roteiro, Grande Prêmio da Imprensa Estrangeira, Globo de Ouro Especial.

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