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Archive for the ‘Cultura’ Category

O professor e fotógrafo italiano Antonello Veneri está promovendo, na Italia Amica, o seu curso prático de olhar fotográfico, que será relizado na sede da escola nos meses de Junho e Julho de 2013. Alunos da Italia Amica têm desconto no curso.

Para maiores informações entre em contato através do telefone 9306-1081, do e-mail antonelloveneri@hotmail.com, ou através da secretaria da escola no telefone 3329-2822.

Curso Olhar Fotográfico - Italia Amica

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nascita della repubblica italianaNo dia 2 de junho se celebra o nascimento da República Italiana. Nesse dia, em 1946, com o término da guerra, com o fim dos 20 anos de fascismo, e após 85 anos de reino, os italianos, e pela primeira vez, também as italianas, foram às urnas para decidir em um Referendum, qual forma de governo dar ao país: monarquia ou república.

Venceu a república com 12.718.641 votos contra 10.718.502 favoráveis à monarquia. Nessa mesma ocasião, os italianos também elegeram uma Assembléia Constituinte, que escreveu a nova Constituição do país.

Essa Constituição fez da Itália uma República parlamentarista. Os monarcas foram exilados e o país se encaminhou em direção à reconstrução de suas cidades, casas, estradas e ferrovias destruídas pelos combates e bombardeamentos aéreos.la bandiera tricolore

Dois anos antes do nascimento da República Italiana, no final da guerra, em 1944, ocorreu o “Massacre de Marzabotto”, no Apenino Emiliano, próximo à Bolonha, quando crianças, mulheres e idosos foram trucidados pelos soldados alemães em retirada.

A história do massacre foi reconstruída em um filme em que tudo é visto pelos olhos da pequena Martina, uma menina de 8 anos, filha única de uma família de camponeses, que deixou de falar desde que viu morrer em seus braços o seu irmãozinho recém-nascido.

l'uomo che verrà 2Martina deseja a chegada de um outro irmão, que nascerá exatamente no momento em que a guerra transforma tragicamente a sua vida.

“L’uomo che verrà” de Giorgio Diritti, é um filme que penetra na realidade do tempo e do lugar, não só através das imagens, mas também dos diálogos em dialeto bolonhês da época.

l'uomo che verràVencedor de prêmios em vários festivais, entre 2009 e 2010, o filme será exibido em edição original com legendas em italiano na Italia Amica no dia 01 de junho às 17:30, durante as festividades em comemoração à Festa della Repubblica Italiana.

 

 

 

 

 

 

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annamagnani-RomaCittàApertaEu e meus irmãos sempre fomos loucos por cinema. Morávamos em uma cidade do interior. Lá havia quatro salas e nós esperávamos ansiosos pela matinê de domingo para ver os filmes de Fellini, De Sica, Pasolini, e de tantos outros diretores famosos na época: italianos, americanos, franceses, suecos… claudiacardinale2Gostávamos muito de rever na tela os nossos atores e atrizes preferidos. Um de meus irmãos possuía até uma coleção de fotos de atrizes famosas, que guardava com muito zelo. As italianas eram as minhas preferidas.

Assim como eu, gerações se encantaram com as “divas do cinema italiano” que povoaram o imaginário coletivo da época com o seu talento e a sua beleza.

annaMagnani1A primeira grande diva italiana foi Anna Magnani (Roma, 07 de março de 1908 – 26 de setembro de 1973), uma das maiores atrizes do seu tempo, reconhecida por seu talento dramático, sua forte personalidade e expressividade.

Pobre, filha de pai desconhecido, abandonada pela mãe e criada pela avó, iniciou a sua formação aos 16 anos na Academia de Arte Dramática de Roma e posteriormente nos cabarés e teatros de variedades.

Seu primeiro papel importante foi em “Teresa Venerdì” (Vittorio De Sica, 1941) onde interpretou uma ambiciosa atriz de variedades. A consagração internacional viria quatro anos depois com “Roma Città Aperta”, em 1945, quando conquistou o público no papel de Pina, uma corajosa romana que enfrenta os nazistas. Neste período se apaixonou e viveu uma tórrida história de amor com o diretor do filme, Roberto Rossellini, que terminou quando ele conheceu uma outra diva, a sueca Ingrid Bergman.

La Magnani tornou-se assim, um símbolo de Roma, sempre interpretando mulheres fortes e do povo.

Recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza de 1947 e em 1955 se tornou a primeira atriz estrangeira a ganhar o Oscar de melhor atriz pela sua interpretação em “A Rosa Tatuada”.

Morreu aos 65 anos, vítima de um câncer de pâncreas.

GinaLollobrigida1Gina Lollobrigida (Subiaco, Lazio, 4 de julho de 1927), conhecida como “La Lollo”, estudou no Instituto de Belas Artes em Roma, onde para manter-se, posava como modelo fotográfico. Como tantas moças bonitas de sua época, participou em 1947 do concurso Miss Itália, classificando-se em terceiro lugar. Nessa época iniciou a sua carreira cinematográfica com pequenas figurações em filmes populares do pós guerra.

O sucesso chegou na década de 50, quando interpretou os seus primeiros papéis de sucesso, como a cigana Esmeralda em “O Corcunda de Notre Dame” e atuou ao lado de grandes atores como Humphrey Boogart, Vittorio Gassman, Anthony Quinn, Rock Hudson e Marcello Mastroianni.

Padrão de beleza dos anos 50, após encarnar a cantora lírica Lina Cavalieri no filme “La donna più bella del mondo” em 1955, ganhou a alcunha de “A mulher mais bela do mundo”.

Participou de vários filmes na Itália, na França e nos Estados Unidos e em 1961 recebeu o Golden Globe.

Dedicou-se também à escultura e hoje segue carreira paralela como fotógrafa, tendo já publicado cinco livros de fotografia.

SilvanaMangano1Silvana Mangano (Roma, 23 de abril de 1930-Madrid, 16 de dezembro de 1989) começou com a dança clássica em Milão, depois partiu para a França onde trabalhou como modelo e como figurante no seu primeiro filme ”Le jugement dernier” (1945).

De volta à Itália, em 1947, participou do Concurso Miss Itália, o mesmo em que concorreu Gina Lollobrigida, que a partir daí, tornou-se sua amiga. É nesse período que Silvana é notada pelo diretor Mario Costa, passando a fazer figuração em alguns filmes. Nesta época conheceu Marcello Mastroianni, seu primeiro namorado.

silvanamangano3Aos 19 anos, foi escolhida pelo diretor Giuseppe De Santis para o filme “Arroz Amargo” atuando ao lado de Vittorio Gassman. Com o sucesso do filme, a bela e escultural Silvana, lançada como “sex symbol italiano” do pós guerra, entra definitivamente no mundo do cinema. A sua imagem de camponesa com meias pretas até a metade das coxas dentro de um arrozal, tornou-se um dos símbolos do cinema italiano.

Os críticos americanos a comparavam a Rita Hayworth e Silvana recebeu e recusou várias propostas de Hollywood.

Casou-se com o produtor Dino De Laurentis, que passou a gerir a sua carreira escolhendo roteiros com personagens menos sensuais e mais psicologicamente complexos.

Trabalhou com os diretores mais importantes do cinema italiano como Federico Fellini, Vittorio De Sica, Pier Paolo Pasolini, Franco Zeffirelli, Mario Monicelli, fazendo filmes famosos.

Em 1981, Silvana perdeu seu filho Federico em um acidente aéreo. Deprimida e já divorciada de De Laurentis, recebeu o diagnóstico de câncer de estômago e retirou-se do cinema. Retornou no filme “Duna”(1984) e ao lado de Mastroianni, no belo “Olhos Negros” (Nikita Mikhailkov,1987).

Dois anos depois, em 16 de dezembro de 1889, morreu em Madrid onde vivia com sua filha Francesca.

sofiaLoren2Sofia Villani Scicolone (Roma, 20 de setembro de 1934), artisticamente Sophia Loren, começou a sua trajetória artística aos 14 anos, também em um concurso de beleza e a sua estreia no cinema foi como figurante em “Quo Vadis” (1950).

Quatro anos depois foi convidada pelo diretor Vittorio De Sica para participar de “O Ouro de Napóles” (1954), iniciando assim a sua carreira de sucesso no cinema italiano. Trabalhou com grandes diretores, além de De Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Lina Wetmüller.

Conquistou também fama no cinema americano, recebendo o Oscar de melhor atriz em 1962 pelo filme “Duas Mulheres” (Vittorio De Sica) e em 1988, o “Leão de Ouro” pela sua carreira. Nos anos 90 ganhou o Oscar pelo conjunto de sua obra.

sofiaLorenParticipou de filmes inesquecíveis como “Una giornata particolare” (Ettore Scola,1977) em grande interpretação ao lado de Marcello Mastroianni.

Casou-se com o produtor Carlo Ponti, que conheceu em 1953. Ela era uma adolescente de 17 anos e ele um homem casado de 39 anos. O romance dos dois, em uma Itália católica e sem o direito ao divórcio foi tumultuado. Viveram juntos por 50 anos, até a morte de Ponti em 2007.

Sophia, uma das atrizes mais reconhecidas e amadas da história do cinema, foi considerada em 1999, pela Revista People a mulher mais bela, sensual e talentosa dos últimos tempos.

Após vencer um concurso de beleza, em 1957, uma outra futura diva, iniciou a sua carreira, Claudia Cardinale, filha de pais sicilianos, nascida em Túnis, em 15 de abril de 1939.claudiacardinale3

Estreou no filme “Goha” (1958) e no mesmo ano, participou do famoso “I Soliti Ignoti”.

Em 1966 casou-se com o produtor Franco Cristaldi que conduziu o inicio da sua carreira.

Atuou em filmes importantes e de qualidade como: “Il Gattopardo” e “Rocco e i suoi fratelli” de Visconti, 81/2 de Fellini, “Era uma vez na América” de Sergio Leone e também “A Pantera Cor de Rosa”, “Fitzcarraldo”, dentre outros.

Divorciou-se de Franco Cristaldi em 1975 e desde então vive com o diretor italiano Pasquale Squitieri.

claudiaCardinaleContracenou com Marcello Mastroianni, Alain Delon, Burt Lancaster, Jean Paul Belmondo. As suas atuações memoráveis e a sua beleza delicada encantou o público nas salas de cinema do mundo.

Hoje, La Cardinale é envolvida com questões humanitárias e escreveu uma autobiografia chamada “Moi Claudia, toi Claudia”.

mimosa

 

 

E como hoje é 08 de março, Dia Internacional da Mulher, cujo símbolo é a mimosa amarela, que floresce nos primeiros dias de março, perfumando e lembrando a chegada da primavera na Itália e o dia da mulher, vai uma mimosa para as divas do cinema italiano e para todas as mulheres que são divas daqueles que as amam, as estimam e as respeitam.

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colhendo frutti di bosco

colhendo frutti di bosco

frutti di bosco

frutti di bosco

Vocês já repararam que as nossas lembranças mais queridas, aquelas que recordamos com saudades e que, acreditamos que nunca as esqueceremos, são recordações de coisas muito simples?

Momentos que passamos junto às pessoas que amamos, um pôr-do-sol em uma praia deserta e um prato que comemos em um restaurante rústico depois de um dia de sol e mar. O cheiro de feijão cozinhando que exala das casas nas cidades do interior e aquele leite que você tomou no curral às seis da manhã com seu pai e seus irmãos. O primeiro dia de férias. Acordar de manhã e sentir o perfume de café e pão torrado. O dia em que nossos filhos nasceram e o dia em que conhecemos o nosso grande amor. Os doces e as bolachinhas de sua avó.  A festa de seu aniversário. Um banho de chuva com seus primos. Um almoço de domingo com a sua família. Um domingo com futebol, com praia, com cinema, com pipoca.

passeio em um bosque alpino

passeio em um bosque alpino

Comer fruta no pé. Que delícia! E por falar em fruta no pé, outro dia, estudando o verbo “piacere” (gostar, agradar) e falando de coisas que gostávamos, um aluno lembrou de um sorvete de “mirtillo” que tomou na Itália. Lembrou também da emoção que sentiu no dia em que foi, pela primeira vez, em um bosque italiano procurar e colher “frutti di bosco”. Segundo ele, uma experiência inesquecível. Ele nem soube explicar a emoção que sentiu naquele momento. Pois é, colher frutas silvestres no bosque. Uma coisa tão simples, mas inesquecível.

bosco alpino

bosco alpino

Também já vivi um momento assim em um bosque nos Alpes italianos. Era julho. Subíamos em direção a Val Senales, no Alto Adige ou Sud Tirol, uma região belíssima com muito verde, ar puro, paz e silêncio. Paramos o carro para fazer fotos na beira de um pequeno rio que descia sobre pedras em meio a um bosque perfumado. Por acaso, encontramos um moranguinho e assim iniciamos uma espécie de caça ao tesouro à procura dos “frutti di bosco”.

Encontramos “fragoline” (moranguinhos), “lamponi” (framboesas), “mirtillo” (mirtilo) . Depois, para festejar o nosso tesouro, resolvemos entrar na água geladíssima do rio. Um mergulho apenas. Um de cada vez, após declarar o seu testamento, entrou na água e saiu quase congelado.

À noite, no aconchego do nosso hotel com paredes de madeira, vista para o lago e sob uma coberta quentinha em uma cama macia, dormi o melhor sono da minha vida. Muito simples. Mas, nunca esqueci.

crostata ai frutti di bosco

crostata ai frutti di bosco

Os “frutti di bosco” (fragola, lampone, mirtillo, mora) facilmente consumidos pela gente da montanha, são também utilizados em sobremesas como a salada de frutas, na “crostata”, ou simplesmente saboreados com suco de limão e mel ou com chantilly. Pode-se preparar geléias e licores e são também utilizados nos iogurtes, gelatinas, xaropes, como colorantes para cosméticos e na preparação de outros tipos de doces e naturalmente dos “gelati” (sorvetes).

gelato ai frutti di bosco

Colhidos nos Alpes e nos Apeninos nos meses de julho e agosto, além de conterem vitamina C, potássio e fibras, são ricos em polifenóis e sempre estão surgindo pesquisas
que confirmam as propriedades terapêuticas destas frutinhas como a prevenção de tumores e proteção da saúde cardiovascular. Podem melhorar a elasticidade dos vasos sanguíneos e reduzir os danos provocados pela glicemia alta. Possuem também propriedades antioxidantes que protegem contra os radicais livres.

torta di frutti di bosco

torta di frutti di bosco

Além de defender o coração e rejuvenescer, estas pequeninas frutas são deliciosas e,
se você for um dia à Itália, vá em um bosque de montanha para colher “frutti di bosco”. Será uma experiência simples e inesquecível. Mas, se isto não for possível, experimente então, um “gelato ai frutti di bosco”. Você também vai se recordar sempre.

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Sanremo A região da Liguria é uma faixa estreita  de terra espremida entre o mar e as   montanhas. Com forte apelo turístico, ali estão Genova com seu importante porto, desde os tempos das Grandes Navegações, de Américo Vespúcio, Cristovão Colombo e Andrea Doria, as encantadoras Cinque Terre e a Riviera dei Fiori, onde está Sanremo.

Localidade turística conhecida pelo seu clima ameno, com temperaturas agradáveis, poucas chuvas e dias ensolarados, pelo seu Cassino e pelo cultivo de flores, foi ali, em Sanremo, a “Città dei Fiori” (Cidade das Flores), que o floricultor Amilcare Rambaldi, em 1946, após festival di Sanremoos sofridos anos da Segunda Guerra, propôs a realização de um festival anual de canções. Porém, devido a inúmeras dificuldades, somente em 1951 o sonho do floricultor foi realizado pelo então diretor do Cassino de Sanremo, Pier Bussetti, que organizou a primeira edição do festival entre 29 e 31 de janeiro. O 1º Prêmio dado pelo festival da “Città dei Fiori” foi para a canção “Grazie dei Fiori” interpretada por Nilla Pizzi.

Nilla PizziNasce assim, o Festival della Canzone Italiana, mais conhecido como Festival di Sanremo, um dos mais importantes eventos musicais do mundo, realizado anualmente,sem interrupção, desde 1951, transmitido pelo rádio e a partir de 1955, com o surgimento da televisão na Itália, pela RAI –TV.

Neste ano, a Itália viu surgir Claúdio Villa, cantor com voz de tenor, que levou o 1º Prêmio e venceu mais outras três vezes, tornando-se um assíduo frequentador do festival e um dos seus maiores vencedores. Em 1987, porém, aos 61 anos, Villa morre durante a parte final do festival, vítima de complicações cardíacas.

O Festival di Sanremo lançou vários artistas italianos e indiscutivelmente faz parte da História da canção italiana moderna. Em 1964, Gigliola Cinquetti, com apenas 16 anos, venceu o Festival com a canção “Non ho l’età per amarti” (Não tenho idade para amar-te), conquista o público e permanece no topo da hit-parade até 1966, ano em que vence pela 2ª vez, com a famosa “Dio come ti amo”.

Domenico ModugnoUm outro colecionador de prêmios do Festival foi Domenico Modugno, que em 1955 levantou a platéia com a sua alegre “Nel blu dipinto di blu” (mais conhecida como “Volare”) e com o seu modo de cantar com os braços abertos, inusitado para a época, quando os cantores geralmente cantavam com a mão sobre o peito. Depois desta edição, venceu mais três vezes.

Mas, o Festival di Sanremo também foi palco de momentos tristes. Em 1967, aLuigi Tenco canção “Ciao Amore Ciao” de Luigi Tenco, apresentada pela cantora Dalida não agradou ao público e foi desclassificada. Nesta mesma noite, Tenco foi encontrado morto no seu quarto de hotel. A morte definida como suicídio, o cantor deixou um bilhete no qual justificava seu ato como um protesto contra o resultado do festival, comoveu a Itália. Um mês após a morte de Tenco, Dalida, a primeira a encontrar o corpo do cantor no quarto de hotel, sobrevive a uma tentativa de suicídio com barbitúricos.

Um ano depois, em 1968, um fato inédito no Festival. Pela primeira vez, vence o 1º Prêmio, uma canção italiana interpretada por um estrangeiro: “Canzone per te” de Sergio Endrigo, interpretada pelo cantor brasileiro Roberto Carlos (post: Brasil-Itália: uma relação musical, 18/03/2010).

A partir de 1970, o Festival vive seu momento de crise, mas retorna com novas idéias e vigor em 1979, quando reconquista o seu lugar de importância no cenário musical italiano, levando ao grande público, pela primeira vez, o jovem Roberto Benigni como apresentador do festival.

Eros RamazzottiDesde então, surgiram nos seus palcos grandes estrelas da canção italiana de hoje. Eros Ramazzotti estréia e conquista o Prêmio Jovem com a canção “Terra Promessa” em 1984. Laura Pausini também vence o Prêmio Jovem em 1993 com “La Solitudine” e em 1994 é a vez de Andrea Bocelli com a canção “Il mare calmo della sera”.Laura Pausini

O Festival di Sanremo continua firme na sua trajetória de reunir todos os anos, jovens e veteranos da canção italiana. Em 2011, na sua 61ª edição, dedicada aos 150 anos da unificação italiana, venceu, aos 68 anos, o cantor, compositor e também professor Roberto Vecchioni com a canção “Chiamami Roberto Vecchioniancora amore”.

 

 

 

 

 

 

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Francesco De Gregori: O Príncipe Poeta.

Francesco De Gregori Lembro-me de uma primavera italiana, de um piquenique em um bosque na região dos Castelos Romanos. Depois de comermos morangos silvestres sob a sombra e o frescor dos pinheiros, um violão e canções de De Gregori. Naturalmente nos perguntamos: “ Quem é Pablo? Quem é Alice? E Irene, Cesare, Giovanna, o homem que caminha sobre vidros?” Quem são eles e tantos outros personagens que povoam as estórias misteriosas entre realidade e fantasia das canções de De Gregori? Cada um interpreta a seu modo. Depende da sensibilidade, da fantasia, da criatividade. Do momento, do astral. E é bem divertido.

Os textos de poética refinada e ricos de metáforas estimulam estas divagações fantasiosas. Servem também, para constatar cada vez mais, o quanto é bela a língua italiana. Sobretudo nas canções de Francesco De Gregori.

Francesco De Gregori Nascido em Roma em 04 de abril de 1951, Francesco De Gregori, foi denominado “O Príncipe”, por causa do seu jeito aristocrático, da sua música e principalmente da sua poesia. Filho de um bibliotecário e de uma professora, o seu nome lhe foi dado em homenagem a um tio “partigiano” que lutou e foi morto durante a Segunda Guerra Mundial.

Exibiu-se pela primeira vez em público, em 1970, cantando” Buonanotte Ninna” no Folkstudio de Roma, levado por seu irmão Luigi que já se apresentava no local.

Francesco De Gregori - RimmelNo Folkstudio, local de efervescência musical romana nos anos 70, De Gregori conheceu vários músicos e ali começou a sua trajetória artística interpretando canções de Bob Dylan, Leonard Cohen e outros autores de língua inglesa, além daquelas de sua autoria. Mas o grande sucesso chegou com o disco “Rimmel” em 1975, o seu álbum mais famoso, contendo algumas de suas canções mais amadas pelo público como “Buonanotte Fiorellino”, “Pablo”, “Pezzi di vetro” e “Rimmel”.

Ao longo de sua carreira fez discos e turnês com os grandes da música italiana: Fabrizio De André, Lucio Dalla, Antonello Venditi, dentre outros.

Intelectual, apaixonado por música popular, Francesco De Gregori construiu uma notável carreira musical interpretando com a sua voz nasal e delicada, canções de amor, de fábulas contemporâneas e canções políticas, contando, a seu modo, a história de 1968 até hoje, convencido de que somos os únicos responsáveis pela História que todos nós construimos. “La storia siamo noi”( A História somos nós), como repete o refrão de uma de suas mais belas canções.

De Gregori já é parte da História da Canção Italiana e vem encantando e emocionando gerações com a sua música e a sua poesia, publicada inclusive em livros didáticos, e despertando sempre a curiosidade e a vontade de conhecer e decifrar os seus personagens e as suas estórias.

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la pizza

la pizza

A origem da pizza é muito antiga. A mitologia conta que um dia, após retornar do trabalho, o deus Vulcano perguntou a sua mulher Vênus, o que tinha para o almoço. A deusa, que tinha  esquecido de cozinhar porque havia se encontrado com um dos seus amantes, pegou um pouco de massa que guardara para fazer uma “focaccia”, amassou-a, abriu-a formando um disco fino e assou-a sobre uma pedra quente. Banhou-a com leite e decorou-a com ervas aromáticas. Assim nasceu a pizza segundo a mitologia.

preparando a pizza

preparando a pizza

O costume de preparar os cereais, moendo-os e amassando-os, remonta às civilizações antigas. Na Antiga Roma se usava cozinhar “focaccia di farro”. Pensa-se assim, que a palavra farinha derive de “farro” e que a palavra pizza do participio passado do verbo “pinsère”, que significa amassar, moer. Virgilio narra em uma de suas obras, que alguns camponeses romanos moiam o trigo e obtiam a farinha com a qual faziam uma massa com ervas aromáticas e sal, amassando-a até fazê-la sutil e dando-lhe a forma arredondada, cozinhavam nas brasas do fogo.

Os babilônios, hebreus e gregos misturavam o trigo e a água para assar em fornos rústicos. Os fenícios, sete séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão. Podemos assim afirmar, que o pão, a focaccia e a pizza, estão ligados às raízes da nossa civilização. Porém foi no Egito, com a invenção do forno e a descoberta do fermento que a massa se torna mais leve. A partir daí, o pão passa a ser um dos alimentos mais importantes, consumidos e apreciados na história das civilizações.

pizzaiolo

Inicialmente, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza. Podendo também receber como cobertura o toucinho e pequenos peixes. Depois foi acrescentado o tomate, trazido do Peru para a Itália pelos conquistadores espanhóis.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália. Vendida por ambulantes, somente a partir de 1830 têm-se notícia da existência de verdadeiras pizzarias. A Pizzeria Port’Alba é considerada a primeira pizzaria da cidade de Napóles, já com forno feito de tijolos e alimentado a lenha, tornando-se ponto de encontro de artistas e escritores famosos da época, como D’Annunzio e Alexandre Dumas.

pizzeria

A era da pizza moderna com “pomodoro (tomate) e mozzarella” inicia na metade do século XVII. Um episódio célebre em 1889 marcou a história da pizza. O Rei Umberto I e a Rainha Margherita passavam o verão em Napóles, quando a rainha, curiosa de provar a pizza que nunca antes havia comido, mas que já ouvira falar através de escritores e artistas que frequentavam a corte, recebeu no Palácio o pizzaiolo Don Raffaele e sua esposa Dona Rosa que apresentaram à soberana três pizzas: uma com toucinho, queijo e basilico (manjericão), outra com alho, azeite de oliva e tomate e a terceira com queijo mozzarella, tomate e basilico (manjericão), representando as cores da bandeira italiana. A terceira agradou muito à rainha e assim Don Raffaele batizou-a de Pizza Margherita e já no dia seguinte constava no menu da sua pizzaria.

Após a 2ª Guerra Mundial, com a expansão industrial do norte da Itália, milhares de italianos do sul migraram para as cidades de Milão, Turim e Genôva, levando consigo os seus costumes. Começa assim a difusão das pizzarias no norte italiano e a partir dos anos 60, expandem-se por toda a península e conquistam o mundo. Atualmente a cidade que apresenta o consumo mais alto de pizza no mundo é Nova York, seguida de São Paulo.

Contudo, para muitos especialistas, a pizza corre o risco de perder a sua simplicidade e genuinidade. Por isto, em 1982, foi fundada em Napóles, a Accademia della Vera Pizza Napoletana (Associação da Verdadeira Pizza Napolitana) com a missão de proteger a pizza original, as suas regras de preparação e a sua genuinidade, defendendo-a da “miscigenação” cultural que sofre a sua receita.

Segundo à Accademia, a verdadeira pizza napolitana deve ser preparada com farinha, fermento natural, água e sal. A pizza deve ser trabalhada somente com as mãos ou com alguns misturadores aprovados por um comitê. Depois de descansar, deve ser aberta também com as mãos e assada diretamente em forno a lenha. A pizza deve ser bem assada, macia, fácil de ser dobrada ao meio, suas bordas devem ser douradas e o seu diâmetro não deve ultrapassar 35 centímetros.

A Accademia prevê somente dois tipos de pizza:

– Pizza Marinara: com tomate, alho, orégano e azeite extra virgem de oliva.

– Pizza Margherita: com tomate, mozzarella, basilico (manjericão) e azeite extra virgem de oliva.

A pizza napolitana recebeu em 2009, da Comissão Européia, o selo de “Specialità Tradizionale Garantita” – STG (Especialidade Tradicional Garantida).

pizza al taglio

pizza al taglio

Apesar de todas essas exigências, a pizza, um prato amado por adultos e crianças de todo o mundo, ganha características e ingredientes regionais, variando segundo os hábitos locais. Por exemplo, em várias partes da Itália e sobretudo em Roma, é muito apreciada a “Pizza al taglio”, uma pizza preparada em grandes assadeiras retangulares metálicas e colocadas à mostra para serem vendidas por peso, com sabor a escolha do cliente que pode consumi-la ali mesmo, caminhando pelas ruas, sentado em um banco de praça, em uma escadaria, em um gramado de um parque ou levá-la para casa, para o trabalho, para o estádio, para a praia .

comendo pizza al taglio

Realmente, comer uma fatia de pizza al taglio faz parte dos hábitos dos romanos e cada um tem o seu local preferido para comprá-la.

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